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Hemingway, o velho e o mar

O velho e o mar é a última grande obra de ficção de Ernest Hemingway publicada em vida. Um mergulho em sua escrita concisa, direta e profunda.

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“Eu nunca tinha sido derrotado e não sabia como era fácil. E o que me venceu? Nada, fui longe demais”.

O velho e o mar é a última grande obra de ficção de Ernest Hemingway publicada em vida. Um grande exemplo de sua escrita concisa, direta e profunda.

É mais um daqueles excelentes livros que podem servir como porta de entrada para a obra de um autor clássico. Nele o leitor encontrará um escritor maduro, com seu estilo já consolidado.

Pouco maior que um conto, a narrativa revela a capacidade de Hemingway adicionar camadas a uma trama que poderia ser considerada banal em uma leitura mais desatenta.

Escrito no período em que o autor viveu em Cuba, O velho e o mar narra a história de um velho pescador que sai ao mar novamente, após 84 dias sem conseguir pescar um único peixe, para viver o capítulo derradeiro de uma vida dedicada ao seu ofício.

Gabriel García Márquez disse certa vez que O velho e o mar é uma história sobre a inutilidade da vitória. Ele está certo, mas não é só isso.

O duelo de três dias contra o espadarte gigante em mar aberto é o episódio central da trama, contudo é apenas uma das camadas da obra.

Santiago é um homem que convive com a solidão, com suas perdas e com uma vida precária sem perder a dignidade. Um tipo raro nos dias atuais.

Não há o que lamentar, é só a vida como tinha de ser.

A relação de amizade entre o ancião e o jovem Manolin perpassa toda história. O velho é o mentor clássico, que transmitiu o que aprendeu com suas vivências para alguém de outra geração. Já o garoto cuida do ancião de maneira verdadeira e desinteressada. Uma relação tocante descrita a partir dos pensamentos e dos diálogos entre os personagens.

Existem ainda os episódios narrados no retorno à terra firme. Em meio aos acontecimentos intensos que se desenrolam, Santiago reflete sobre a simbiose entre homem e natureza, sobre a velhice e sobre a finitude da vida.

O velho e o mar é, sobretudo, uma história sobre legado. Sobre entender do que somos feitos quando chegamos chegamos aos últimos degraus da vida.

Após a publicação do livro, lançado em 1952, Hemingway foi agraciado com o Prêmio Pulitzer e com o Nobel de Literatura. Ambas as comissões julgadoras ressaltaram a importância de O velho e o mar para a obra do autor.

Daqui, reforço outra mensagem importante:

Quer aprender valiosas lições sobre escrever de maneira concisa, em linguagem simples, sem perder a profundidade e o significado

Leia O velho e o mar agora.

Uma das frases mais citadas de Ernest Hemingway está nessa obra e é uma ótima forma de fechar esta breve resenha:

“Um homem pode ser destruído, porém não derrotado”.

Adaptações de O velho e o mar para o cinema

A primeira adaptação do clássico de Hemingway para o cinema aconteceu em 1958. O filme estrelado por Spencer Tracy ganhou um Globo de Ouro (melhor ator para Tracy) e foi indicado ao Oscar em três categorias (melhor ator, melhor fotografia e melhor trilha sonora, levando a estatueta na última).

No ano 2000, The old man and the sea, dirigido por Alexander Petrov, ganhou o Oscar de melhor curta animado. 

O filme tem pouco mais de 20 minutos de duração e demorou quase dois anos para ser produzido, pois Petrov pintou em óleo sobre vidro e fotografou cada um dos 29 mil frames que compõem a animação.

Uma obra esteticamente belíssima.

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