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Como ler livros “difíceis”

Você já teve medo de iniciar a leitura de algum livro clássico, mas faltou coragem por considerar a obra difícil? Ou ainda, já iniciou a leitura mas largou o livro de lado por considerar que não estava entendendo direito? O artigo de hoje é para você.

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Cem anos de solidão é um romance sobre a América do Sul, representada pela saga da família fundadora da aldeia fictícia de Macondo, os Buendía. Gabriel García Márquez nos conduz por dramas humanos e questões sociais ao longo de sete gerações da família Buendía. Guerra e Paz, obra-prima de Tolstói, narra a época de ouro da Rússia no século dezenove e tem mais de quinhentos personagens. Já O Senhor do Anéis é uma longa aventura, ambientada na mitologia original da Terra Média, concebida por J.R.R Tolkien.

O que esses livros têm em comum? 

São narrativas ficcionais extensas, com muitos personagens e tramas paralelas. Não são poucos os leitores que desistem desse tipo de obra antes de terminar ou sequer começam a leitura por considerá-las difíceis.

Cometem esse erro de julgamento, pois desconsideram a função principal de uma obra de ficção: emocionar. Precisam, antes de tudo, permitir que uma história comova seus corações.

O filósofo e professor Mortimer J. Adler propõe uma analogia bastante didática: quando mudamos de cidade, de escola ou mesmo de trabalho, não desistimos. Sabemos que, após um breve período, conseguiremos distinguir os indivíduos da massa.

Acontece a mesma coisa em um romance. O leitor assimila quais são os personagens marcantes e os conflitos decisivos gradativamente. Quanto mais a leitura avança, mais ela se torna familiar.

Se o autor é bom, pode confiar, ele vai te guiar pela narrativa e deixar claro o que é essencial e o que é secundário. Se você já leu algum dos livros que citei no primeiro parágrafo, posso apostar que você se lembra dos personagens e dos acontecimentos marcantes ainda que os detalhes da obra tenham se perdido nos rincões da memória.

Lembra daquele discurso famoso do Steve Jobs sobre ligar os pontos? O empresário disse aos formandos de Stanford em 2005 que os pontos só se conectam em retrospecto. Que quando era jovem viveu experiências diversas, muitas delas sem qualquer sentido ou utilidade Dez anos mais tarde, tudo ficava bem claro. “Por isso, é preciso confiar que os pontos estarão conectados no futuro”.

A boa literatura é uma representação da vida e da experiência humana. Na vida real, o ser humano não tem a pretensão de conhecer todas as causas nem compreender todos os acontecimentos de imediato. Ele aprende conforme vive.

A emoção é parte da compreensão. Portanto, não julgue um livro antes de consentir com a experiência sensorial que ele propõe. Deixe que os personagens mexam com suas entranhas e que os conflitos provoquem a sua imaginação.

A boa ficção conversa com seu inconsciente.

Não há o que se preocupar. Se um livro tocar o seu íntimo, você vai compreender a mensagem.

Um clássico se torna um clássico porque sobreviveu ao tempo e contribuiu para a formação do imaginário de muitos.

Deixe-se levar pela boa literatura. 

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