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As noites brancas de um sonhador

Quando Doistoiévsk foi mais romântico.

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Que a tua vida seja ditosa e tão diáfana e agradável quanto seu doce sorriso, e bendita sejas pelo instante de felicidade que deste a outro coração solitário e agradecido!

Meu Deus! Um momento de felicidade! Sim! Não será isso bastante para preencher uma vida?

Noites brancas é considerado o ponto alto da primeira fase de Dostoiévski. É sua obra mais idílica e mais próxima ao romantismo.

A novela foi publicada pela primeira vez em 1848. Antes, portanto, do período em que o autor permaneceu em uma prisão na Sibéria.

A história é narrada em primeira pessoa e ambientada no verão de São Petersburgo, período em que o sol não se põe totalmente, permanecendo na linha do horizonte, deixando as noites claras.

O protagonista vaga pela cidade e deixa que o sentimento das ruas, prédios e esquinas penetrem a narrativa. Sonhador, assim Dostoiévski o chama, é um solitário que descreve e interage com a cidade tornando-a mais um personagem na narrativa. Suas reflexões misturam realidade e aspirações.

O encontro com uma jovem que chora no parapeito de uma ponte sobre o rio Nievá projeta Sonhador para fora de sua existência solitária.

As quatro noites brancas passadas ao lado de Nástienhka são carregadas de lirismo. Os diálogos entre os personagens revelam o íntimo de cada um. Quanto mais se aproximam mais os jovens vão se distanciando da melancolia presente na vida de ambos até então.

O romance é curto e bem amarrado. Dá pra ler em um fôlego só. Um exemplo de como é possível construir uma história forte, com personagens profundos em poucas páginas.

No final da quarta noite, o desfecho melancólico e comovente enfatiza a capacidade humana de amar e ser grato pelos bons momentos que nos fazem sentir vivos.

Noites Brancas é a melhor porta de entrada para a obra de Dostoiévski.

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